Morte súbita no rebanho? Pode ser clostridiose!

28/02/20 Morte súbita no rebanho?  Pode ser clostridiose!

As clostridioses são o grupo de doenças que mais mata bovinos no Brasil, podendo causar prejuízos diretos que podem chegar a 1,1 bilhão de reais por ano. Contudo, ainda são pouco diagnosticadas, pois muitas das clostridioses causam morte súbita no rebanho, que é encontrado morto no pasto sem apresentar qualquer sintomatologia prévia.

Causadas por bactérias do gênero Clostridium spp., as clostridioses são de erradicação impossível, uma vez que as bactérias responsáveis pela doença fazem parte da microbiota intestinal dos mamíferos, sendo continuamente eliminadas no ambiente. A presença constante da bactéria no ambiente é uma ameaça aos bovinos, que podem ser facilmente infectados através do contato direto com as bactérias circulantes e presentes em carcaças/ossos ou por meio da ingestão de água e alimentos contaminados.

As principais clostridioses que afetam o rebanho são Manqueira (Carbúnculo Sintomático), Botulismo, Tétano, Enterotoxemia, Edema Maligno, Morte Súbita, Gangrena Gasosa e Hepatite Necrótica. Todas essas doenças apresentam evolução aguda, ocasionando a morte do bovino poucos dias, ou até mesmo algumas horas, após o início da infecção, impossibilitando a realização de um tratamento efetivo.

Por ser pouco diagnosticada, as clostridioses, muitas vezes, são negligenciadas pelos produtores, que deixam de prevenir o rebanho por acreditarem que o problema não ocorre na sua propriedade, atribuindo outras causas aos casos de morte súbita, como picadas de cobra e intoxicações por plantas tóxicas. 

De erradicação impossível e difícil tratamento, a melhor forma de lidar com as clostridioses é através da prevenção, que deve ser feita adotando-se algumas medidas de manejo:

• Antes do manejo nos currais, faça uma ronda percorrendo o caminho dos animais em busca de quinas e pregos enferrujados;

• Realize o adequado descarte de carcaças;

• Evite a utilização de uma mesma agulha, ou agulhas em más condições, ao vacinar e medicar os animais;

• Forneça suplementação mineral frequentemente ao rebanho

• Forneça água e alimento de qualidade;

• Ofereça aos animais uma dieta balanceada;

• Realize a vacinação anual do rebanho.

 

VACINAÇÃO É A PRINCIPAL FORMA DE CONTROLE DAS CLOSTRIDIOSES

 

A vacinação contra as clostridioses não é obrigatória, pois não influencia diretamente nas exportações, mas é a principal forma de controle das clostridioses. Como os investimentos com sanidade dentro de uma propriedade giram em torno de 3,14%, muitos produtores negligenciam esta prevenção e não se atentam ao fato de que, com a perda de um único animal em fase de terminação morto por clostridiose, o prejuízo causado pagaria a prevenção de cerca de 3.500 animais na fazenda.

A vacinação, além de ser a melhor forma de combater este mal na sua fazenda, é um investimento baixo, mas que promove ampla proteção sanitária. Esta prática não apresenta restrições e por isso deve ser feito em todas as categorias do rebanho, ou seja, de mamando a caducando.

A vacina Excell 10 promove ampla proteção contra as principais clostridioses, incluindo o tétano e o botulismo, com tecnologia e flexibilidade, facilitando o manejo sanitário do rebanho devido as suas 3 apresentações: frascos de 50, 100 e 250mL.

 

 

 

Recomenda-se que a vacinação contra as clostridioses seja realizada ao menos uma vez ao ano em todo o rebanho, independentemente da campanha contra a aftosa, sendo necessário realizar duas doses iniciais (com intervalo de 30 dias entre elas) em bezerros a partir dos 4 meses de idade e em animais adultos nunca antes vacinados, promovendo assim uma proteção mais efetiva.

 

Morte súbita no rebanho pode ser clostridiose, por isso não perca tempo, vacine e proteja os seus animais!

 

Para saber mais, clique aqui! 

 

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